quinta-feira, 17 de março de 2011

Cinema

Joinville

Os Ciclos de Cinema do mês de março, com o tema "Oriente Médio - Fronteiras", traz em sua programação filmes que relatam o cenário de uma terra de conflitos, marcado por fronteiras nacionais, culturais e psicológicas.

Amanhã (18) o Ciclos apresenta a produção "Violação de Domicilio", que conta a história de uma família palestina que é mantida refém por soldados israelenses. No sábado (19) a platéia vai conferir o filme "O edifício Yacoubian", de 2006. O prédio é um dos mais antigos e charmosos do centro do Cairo. Moram nele um playboy decadente, que tenta manter a pose, uma jovem pobre, que tenta resistir às investidas de seu patrão, e um jornalista que usa seu dinheiro para seduzir um segurança. O filme é baseado no romance homônimo best-seller no Egito, que leva o mesmo nome, do escritor Alaa Al Aswany.

As sessões do Ciclo deste final de semana serão realizadas às 19h15 na Sala de Reuniões da Fundação Cultural de Joinville (FCJ) nos fundos do Centreventos Cau Hansen. A sala fica localizada no 1º andar sala 101. Os Ciclos de Cinema são abertos ao público e gratuitos.

Programação:
18/03 - Violação de domicílio (Private)

Saverio Constanzo. Itália, 2004, cores, 90 min. Elenco: Mohammed Bakri, Lior Miller, Hend Ayoub, Tomer Russo, Arin Omary, Marco Alsaying, Sara Hamzeh, Karem Emad Hassan, AlyAmir Hasayen, Niv Shafir e Sahar Lachmy. Falado em hebraico, árabe e inglês.Casal palestino morador dos arredores da fronteira palestina com Israel é mantido refém com seus cinco filhos dentro da própria casa por soldados israelenses.

Para a mulher, Samia, e um dos filhos, não há alternativa além da mudança. Para Mohammad, o marido, é impensável abandonar a casa. Dois dos filhos querem partir para a luta. Os soldados israelenses invandem a casa, apoderando-se do piso superior. À noite, a família é presa na sala de estar. Observamos os efeitos da ocupação nas crianças e no casamento, Pelos olhos de Miriam, a filha mais velha, acompanhamos o trânsito dos soldados.

Melhor filme no Festival de Locarno (2004).Indicado pela Itália ao Oscar de melhor filme estrangeiro, foi recusado por não ser falado em italiano.

19/03 - O edifício Yacoubian (Omaret Yakobean)
Marwan Hamed. Egito, 2006, cores, 161 min. Com Adel Imam, Nour El-Sherif, Youssra, Essad Youniss, Ahmed Bedir, Hend Sabri, Khaled El Sawy, Khaled Saleh, Ahmed Rateb, Somaya El Khashab. Falado em árabe, francês e inglês (as canções). Baseado no romance homônimo de Alaa Al Aswany, "O edifício Yacoubian" gravita ao redor do outrora luxuoso prédio que dá título ao filme - e das pessoas em que nele viveram e vivem.

Provavelmente o mais caro filme da história do Egito, reúne numerosas histórias, entre as quais a do playboy decadente Zaki Pasha (Adel Imam), metáfora inteligente dos velhos e charmosos tempos do Cairo. O filme gerou polêmica no país, por causa da maneira como é exposta a relação homossexual entre o editor francês Hatim Rasheed e um soldado. A mesma polêmica se estendeu para o Ocidente perante o desfecho moralista da história de Hatim, que revela o preconceito dos realizadores a respeito da homossexualidade. Indicado pelo Egito ao Oscar como melhor filme estrangeiro.

Serviço* O quê: Ciclos de Cinema "Oriente Médio - Fronteiras"
* Quando: sexta-feira (18) e sábado (19/03) às 19h15
* Onde: Sala 101 - 1º andar - Fundos Centreventos Cau Hansen - Av. José Vieira, 315 - América
* Quanto: Gratuito
Informações: (47) 3433.2190 com Geart

quarta-feira, 16 de março de 2011

Psicodália - o Woodstock sul-brasileiro

Rio Negrinho

Em 15 de agosto de 1969, o Festival Woodstock fazia a cabeça de uma geração, nos Estados Unidos. A filosofia hippie da paz e amor se manteve anos a fio e ultrapassou barreiras mundo afora. Terça-feira terminou o Woodstock do sul do Brasil, o Psicodália 2011, organizado na Fazenda Evaristo.

O número de participantes não foi tão gigantesco quanto o do evento americano, mas as 5 mil pessoas que compareceram de sexta até terça-feira puderam curtir e viver a filosofia hippie sem medo de preconceitos. A paz era tamanha que o maior trabalho da equipe de segurança foi controlar a entrada e saída dos veículos e público na fazenda.

Deixar coisas de valor na barraca, como câmeras fotográficas e filmadoras? Não havia problema. Ninguém invadiu ou roubou os outros participantes. Quem estava lá, o fazia por uma ideologia única de unidade entre o ser humano e a natureza. Não houve brigas e era difícil encontrar uma lata de cerveja sequer jogada no chão. Por todo o canto, latões espalhados com placas indicadoras da espécie de lixo: reciclável, latas de alumínio e lixo comum.

“O festival dura cinco dias, mas as marcas e consequências deixadas pelo lixo gerado pode durar milhares de anos e prejudicar muito a população e o meio ambiente local”, frisa Klauss Pereira, um dos organizadores.

Artes

Houve ainda a valorização artística. Oficinas de interpretação, artesanato, dança, máscaras, tudo ligado à arte era encontrado no Psicodália. Entre 30 peças de teatro inscritas, a organização teve a difícil tarefa de selecionar apenas sete a serem apresentadas no palco montado dentro do Saloon.

Entre elas, o espetáculo Baião de Dois, da são-bentense Trupe Teatral Tribo Peirrot. Os rio-negrinhenses da Cia Teatral Nós em Cena, ministraram oficina de interpretação e exploraram o trabalho do palhaço, ou clown, junto aos participantes. Alguns se vestiram com a personagem e saíram em meio ao público para brincar com todo mundo e levar a experiência ao extremo.

Nos três palcos, a música quase não parava. Artistas de peso nacional no cenário roqueiro ou alternativo como Tom Zé, Ave Sangria e O Terço mostraram seu talento. O espaço estava aberto mesmo para os músicos da Traditional Jazz Band Brasil, a qual abrilhantou o palco principal no sábado à noite.

“Rio Negrinho, Rio Negrinho, Rio Negrinho”, foram as palavras cantadas pelo próprio artista Tom Zé, ao ritmo de uma de suas inúmeras canções. Dentre o público presente, poucos rio-negrinhenses. Mas quem compareceu, foi ao delírio ao ouvir as palavras de Tom Zé ao cantar o nome da cidade, como o jornalista Davi Etelvino. “Isso tem que filmar e jogar no youtube”, brincou. A edição 2012 já é planejada, mas os organizadores não revelaram se o evento será em Rio Negrinho ou não.

Conexão Cultural Tigre

Rio Negrinho

Rio Negrinho está no roteiro do projeto Conexão Cultural Tigre. O evento é gratuito e aberto ao público em geral. As atividades e apresentações acontecem nos dias 21 e 22, segunda e terça-feira da semana que vem.

A ideia do projeto é levar a cultura em forma de entretenimento para que a população possa aprender de forma lúdica e divertida, derrubando barreiras e propagando as artes cênicas e visuais, valorizando a produção cultural do país e sua riqueza de linguagens.

O projeto, que iniciou em 2008, percorre o país com apresentações gratuitas de peças teatrais e filmes voltados ao público em geral. As exibições são realizadas em uma estrutura móvel itinerante. O palco móvel é a base para as apresentações.

A ação possibilita levar o mesmo conteúdo as mais diversas regiões do país, globalizando informação e unificando cultura. Antes de passar por Rio Negrinho, o projeto estará em Florianópolis e Joinville.

O evento ocorre na Avenida dos Imigrantes, na Vila Gastronômica. Na segunda-feira, dia 21, as atividades iniciam às 14h com a Cia Numseikitem. Em seguida, as apresentações serão da Cia Pé de Vento. Às 19h haverá sessão de cinema para a comunidade. No dia 22, terça-feira, as atividades e apresentações começam às 8h com a Cia Numseikitem e às 9h com a Cia Pé de Vento. À tarde, as apresentações acontecem às 14h e às 15h.

Contação de histórias

Jaraguá do Sul

A Biblioteca Municipal Rui Barbosa está implantando mais uma atividade permanente voltada ao público infantil: Contação de Histórias, que tem sua primeira edição neste sábado (19), às 10h30, com o contador Marcos Marquesani, que também é professor, coreógrafo e ator. “A história fala sobre uma bruxa que é convidada para uma festa, porém ela só vai se puder levar seus amigos. Tem muitos sustos, gritos e alegrias, mas tudo termina bem”, explica a supervisora da Biblioteca Pública, Dianne Katie Konell Chiodini. Ela informa que a Contação de Histórias será realizada mensalmente, sendo, a partir de abril, sempre no sábado legal.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Flores para as mulheres

Rio Negrinho

No Shopping Rückl, uma homenagem diferente pelo Dia Internacional da Mulher. Clown (palhaço) da Cia Teatral Nós em Cena entregava rosas a elas com um cartão as parabenizando pelo dia.

Ao todo foram entregues 200 rosas numa promoção do shopping. O clown não falava, simplesmente abordava as mulheres para entregar a rosa como uma forma de comemorar a data. Quando em casal, chamava o namorado ou marido e entregava a rosa para que ele (o marido) prestasse a homenagem.

Como não podia deixar de ser, brincadeiras entre clientes do shopping e o clown não faltaram. O sorriso estampado nos rostos das mulheres era latente. “Enquanto os maridos, às vezes não fazem nada, recebemos uma rosa de um palhaço no shopping”, alfinetou uma das clientes para uma amiga.

Psicodália: o Woodstock do sul do Brasil

Rio Negrinho

Em 15 de agosto de 1969, o Festival Woodstock fazia a cabeça de uma geração, nos Estados Unidos. A filosofia hippie da paz e amor se manteve anos a fio e ultrapassou barreiras mundo afora. Terça-feira terminou o Woodstock do sul do Brasil, o Psicodália 2011, organizado na Fazenda Evaristo.

O número de participantes não foi tão gigantesco quanto o do evento americano, mas as 5 mil pessoas que compareceram de sexta até terça-feira puderam curtir e viver a filosofia hippie sem medo de preconceitos. A paz era tamanha que o maior trabalho da equipe de segurança foi controlar a entrada e saída dos veículos e público na fazenda.

Deixar coisas de valor na barraca, como câmeras fotográficas e filmadoras? Não havia problema. Ninguém invadiu ou roubou os outros participantes. Quem estava lá, o fazia por uma ideologia única de unidade entre o ser humano e a natureza. Não houve brigas e era difícil encontrar uma lata de cerveja sequer jogada no chão. Por todo o canto, latões espalhados com placas indicadoras da espécie de lixo: reciclável, latas de alumínio e lixo comum.

“O festival dura cinco dias, mas as marcas e consequências deixadas pelo lixo gerado pode durar milhares de anos e prejudicar muito a população e o meio ambiente local”, frisa Klauss Pereira, um dos organizadores.

Artes

Houve ainda a valorização artística. Oficinas de interpretação, artesanato, dança, máscaras, tudo ligado à arte era encontrado no Psicodália. Entre 30 peças de teatro inscritas, a organização teve a difícil tarefa de selecionar apenas sete a serem apresentadas no palco montado dentro do Saloon.

Entre elas, o espetáculo Baião de Dois, da são-bentense Trupe Teatral Tribo Peirrot. Os rio-negrinhenses da Cia Teatral Nós em Cena, ministraram oficina de interpretação e exploraram o trabalho do palhaço, ou clown, junto aos participantes. Alguns se vestiram com a personagem e saíram em meio ao público para brincar com todo mundo e levar a experiência ao extremo.

Nos três palcos, a música quase não parava. Artistas de peso nacional no cenário roqueiro ou alternativo como Tom Zé, Ave Sangria e O Terço mostraram seu talento. O espaço estava aberto mesmo para os músicos da Traditional Jazz Band Brasil, a qual abrilhantou o palco principal no sábado à noite.

“Rio Negrinho, Rio Negrinho, Rio Negrinho”, foram as palavras cantadas pelo próprio artista Tom Zé, ao ritmo de uma de suas inúmeras canções. Dentre o público presente, poucos rio-negrinhenses. Mas quem compareceu, foi ao delírio ao ouvir as palavras de Tom Zé ao cantar o nome da cidade, como o jornalista Davi Etelvino. “Isso tem que filmar e jogar no youtube”, brincou. A edição 2012 já é planejada, mas os organizadores não revelaram se o evento será em Rio Negrinho ou não.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Exposição Fritz Alt

Joinville

A exposição "Fritz Alt: Memória e identidade", que tinha previsão de encerrar em fevereiro, permanecerá por tempo indeterminado na Casa Krüger, em Pirabeiraba. A mostra tem apoio da Fundação Cultural de Joinville (FCJ), Museu Casa Fritz Alt e Fundação Turística de Joinville.

Parte do acervo do museu como objetos, moldes e esculturas, e fotos de obras que compõem a mostra itinerante "O percurso das esculturas e os múltiplos olhares da obra de Fritz Alt" fazem parte da exposição. A visitação é gratuita e aberta ao público em geral.

Fritz Alt viveu em Joinville de 1922 a 1968 e é um dos ícones das artes na cidade. A exposição também é uma ação do Museu Casa Fritz Alt que, mesmo fechado para manutenção do telhado, mantém suas atividades do setor educativo com atendimento de escolas no setor de restauro e também com mostras itinerantes como esta.